O excesso nasce onde os fluxos já não aceitam contenção!
“A literatura é o essencial ou não é nada. O Mal — uma forma penetrante do Mal — de que ela é a expressão tem para nós, creio eu, o valor soberano.”
— Georges Bataille
“Num livro, como em qualquer coisa, há linhas de articulação ou segmentaridade, estratos, territorialidades, mas também linhas de fuga, movimentos de desterritorialização e desestratificação.”
— Deleuze & Guattari
Pensado no início de maio de 2024, A Parte Mal Dita nasce de uma decisão simples e radical: parar de pedir espaço e construir o próprio. Sem patrocínio, sem plataforma como dono, sem obra negociada.
Publica poemas, contos, ensaios, extratos, escrita sobre cinema e música — não como seções de uma revista, mas como camadas de um mesmo território ainda em mapeamento. O Arquivo guarda o percurso. Os Escritos são a matéria.
Vitchenzo Manfron Caliari e Yuri Fernandes Machado são os fundadores, mas a ambição do projeto é maior: ser o lugar onde Curitiba encontra o que não consegue dizer em voz alta. A cidade como labirinto, a escrita como fio.
— A Parte Mal Dita é o espaço do que afoga, engasga e quer emergir. Do que se cala por medo, se autocensura por pressão, faz concessões até afundar. Aqui o poeta é o animal que rompe as correntes a dentadas, que encontra liberdade mesmo diante das grades. Navegamos pela brecha, pelo vão, pelo fluxo que a máquina já não consegue corrigir. Um território onde diletantes, acadêmicos, poetas, ensaístas, cineastas, cronistas e todos os artistas que hoje marginalizam as periferias do labirinto curitibano podem vir à luz e encontrar não só um lugar onde o mal dito finalmente pode ser dito, mas uma comunidade para chamar de sua.
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